As cinco vogais puras
- Uma nota confortável, no meio da sua voz — a mesma do "mmm" da aula 6. Comece em "mmm" e abra para o "a", guardando a vibração.
- "a – é – i – ó – u", cada vogal por 3 segundos, sem mudar a nota nem o volume. Se der, uma respiração só para as cinco; se faltar ar, respire depois do "i".
- Mandíbula solta: ela cai um pouco no "a" e no "ó". Língua descansando, ponta encostada atrás dos dentes de baixo. Só os lábios se mexem, e só no "ó" e no "u". O queixo não avança.
- Espelho, ou a câmera do celular filmando a boca: a forma muda sem tensão. Repita agora com o outro "e" e o outro "o": "a – ê – i – ô – u".
- Afinador aberto na frente de vocês: a nota tem que ser a mesma nas cinco vogais (aula 4). Se sobrar tempo, mais uma volta numa nota um pouco acima.
O que sentir
A vibração do rosto (aula 6) igual nas cinco vogais, e o volume igual. Feche os olhos e ouça: nenhuma vogal "some" nem "salta".
Erro comum
"i" apertado e "u" fechado demais — ficam pequenos. Pense o "i" com espaço de "ê" por dentro; o "u" com os lábios para a frente, mas espaço aberto atrás (o bocejo pela metade da aula 6). Outro: a nota escapar junto com a troca de vogal — o afinador conta.
É ou ê? Ó ou ô?
Em português, o "e" e o "o" têm dois sons cada: o e de "pé" e o e de "você"; o o de "avó" e o o de "avô". Os dois são vogais cheias e os dois se cantam. No hino, cante a vogal que a palavra tem ("Deus" tem o e de "você"; "és" tem o e de "pé"; "Senhor" tem o o de "avô"). "Vogal aberta" nesta aula quer dizer espaço por dentro — não trocar "você" por "vocé".